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Recém-formado, ex-aluno do CCT/UFCG desperta interesse de gigante europeia

  • Publicado: Segunda, 17 de Abril de 2017, 16h29
  • Última atualização em Segunda, 17 de Abril de 2017, 16h29
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Glauber Arruda embarcou no último sábado para a França, onde assumirá posto de Engenheiro NVH de líder nacional em inovação

O Centro de Ciências e Tecnologia (CCT) da Universidade Federal de Campina Grande se orgulha e tem o prazer de ver seus pupilos baterem asas. E, dessa vez, o voo cruza todo o Oceano Atlântico: Glauber Arruda, ex-aluno do Centro, embarcou no último sábado (15) para Amiens, no norte da França, onde assumirá o posto de Engenheiro NVH (área de ruído e vibração) em uma das maiores fornecedoras automotivas do mundo e líder francesa no segmento inovação, a Valeo S.A. Aos 23 anos, o engenheiro mecânico formado há cerca de três meses desempenhará suas atividades a aproximadamente duas horas de Paris.

"Estou muito feliz com essa oportunidade. Não tinha nada disso planejado, tudo aconteceu naturalmente. O trabalho é exatamente na área de que gosto e na qual quero seguir", contou.

Mas a pouca idade e recém-formatura não são sinônimos de pouca experiência. Desde cedo, Glauber faz parte das inúmeras atividades ofertadas nas Unidades Acadêmicas do CCT. Segundo ele, embora todo curso dê margem a melhorias, muito além de a base físico-matemática obtida no curso de Engenharia Mecânica do CCT oferecer um ótimo preparo, o grande diferencial fica por conta dos projetos possibilitados na Universidade. Um deles é o Parahybaja, que envolve o desenvolvimento de veículos "off road", desde sua concepção, projeto detalhado, construção e testes, estimulando os estudantes a exporem seus feitos em competições regionais, nacionais e internacionais.

"O projeto Baja, representado na UFCG pela equipe Parahybaja, contribuiu significativamente para a minha formação. Eu participei durante seis anos, e foi de uma importância extrema na minha vida profissional e pessoal. Nesse tempo, fui responsável pelo subsistema de transmissão do veículo e, durante três anos, tive a honra de ser capitão da equipe. Foi uma experiência além do normal em termos de aplicação e aquisição de conhecimentos técnicos e também de relacionamento interpessoal", explicou Glauber, que também soma outros feitos acadêmicos no currículo: "participei, durante dois anos, de projetos de iniciação cientifica na área de desenvolvimento de estruturas compósitas inteligentes. Essa também foi uma experiência muito enriquecedora, mas mais localizada no domínio do desenvolvimento acadêmico e de pesquisa", completou.

A história do garoto paraibano com a França começou a se tornar real em 2015. Glauber conseguiu um bolsa estudantil pelo Capes Brafitec, e se mudou para a cidade de Lyon, onde estudou por um ano no Instituto Nacional de Ciências Aplicadas (INSA, na sigla em francês), mais especificamente no departamento de Engenharia Mecânica de Desenvolvimento (GMD, sigla também em francês). Lá, o garoto começou a colocar a mão na massa.

"Durante meu segundo semestre de intercâmbio me propus a realizar meu estagio de fim de curso. E, depois de muitos currículos enviados, recebi a proposta da Valeo de estagiar com eles. Ao fim do estágio, obtivemos resultados bem positivos, e daí surgiu a proposta de continuar trabalhando após o fim do meu curso no Brasil", explicou. "Acho que o próprio intercâmbio, por si só, já constitui um grande incremento no currículo. Felizmente, consegui casá-lo com a realização do estágio".

Mesmo estudando e estagiando na França, Glauber não conseguiu ficar longe das competições por muito tempo. "Participei, em um grupo de quatro brasileiros, de um desafio de inovação em sistemas de logística promovido pela Renault Trucks. Não ganhamos, mas conseguimos ficar entre as dez equipes selecionas no meio de mais de 100 inscritas", lembrou, enaltecendo seu crescimento profissional e pessoal adquirido.

Na França, agora, Glauber se diz realizado. A princípio, pensa apenas em aproveitar o momento e crescer cada vez mais. Embarca com contrato de duração indeterminada, mas garante que nunca estará tão distante assim de casa. "Não pensei muito no assunto ainda, mas, vontade de voltar, provavelmente terei, porque realmente gostaria de trabalhar no Brasil. Infelizmente, a situação da indústria no País não permite muita abertura nesses últimos tempos. Então, acho que vou deixar rolar e ver como as coisas andam", finalizou.

Bolsas - O Programa Capes/Brafitec, que seleciona alunos de cursos de graduação em engenharia para temporada de estudos em universidades francesas, está com inscrições abertas para concorrer a uma bolsa. Alunos das engenharias elétrica, mecânica e de produção da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) podem se inscrever até a próxima quarta-feira (19/4). O selecionado receberá uma bolsa mensal no valor de 870 euros, mais auxílio-instalação, seguro-saúde e passagem aérea, durante um período de dez meses a partir de setembro deste ano.

(Eduardo Donida - Ascom/CCT-UFCG)

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